Soberania – Capítulo 22 – 3Lobos

Soberania – Capítulo 22

Conquistando Tudo (2)

O mesmo fantasma. Na porta dele.

Kang-jun tentou fechar rapidamente a porta, mas o fantasma já tinha avançado para dentro.

— Kikiki! Eu vou te matar!

O cabelo preto selvagem; os olhos vermelhos sedentos por sangue!

Por que ela ainda estava perseguindo ele? Hwanmong disse claramente que a ameaça na realidade iria desaparecer. Além disso, a aparência do fantasma não parecia ter mudado em nada.

Os olhos eram frios como os de um lendário fantasma virgem. Eles eram tão gelados quanto as calotas polares. Qualquer homem que olhasse para aqueles olhos iria murchar. Se isto continuasse, o fantasma realmente o mataria.

Merda. Eu não vou morrer tão fácil!

Kang-jun decidiu desesperadamente lutar pela sua vida e deu um soco na direção do rosto do fantasma. Foi naturalmente um ataque imprudente. Era provável que, como da última vez, o fantasma não fosse afetado mesmo que Kang-jun conseguisse bater nele.

No entanto, a situação real se desenrolou de forma diferente de suas expectativas.

— Uhn!

O fantasma ficou atordoado diante do soco de Kang-jun. Ambos ficaram surpresos que ele conseguiu derrubá-la.

— Como se atreve a encostar em mim!

Fazendo um barulho sobrenatural, o fantasma levantou com um pulo e agarrou o pescoço de Kang-jun com ambas as mãos.

*Bam!*

Naquele momento, o pé direito de Kang-jun atingiu o peito do fantasma. Ele continuou o ataque com seu pé esquerdo, que tinha todo o seu peso por trás.

*Bam bam!*

— Kiaaak!

O fantasma foi arremessado pelo corredor com um grito agudo. Ele cambaleou, com uma expressão de quem não entendia o que estava acontecendo. Os olhos dela demostravam que ela não podia aceitar esta situação.

Por outro lado, um sorriso relaxado apareceu no rosto de Kang-jun. — O poder do fantasma enfraqueceu drasticamente. — Agora a promessa de que a remoção de todos os obstáculos no quarto 413 faria a ameaça na realidade desaparecer, não era completamente equivocada. O fantasma estava definitivamente mais fraco do que antes. Ele já não representava uma ameaça para Kang-jun.

Então, eu não posso deixá-lo vagando por aí.

Kang-jun só precisava impedir que o fantasma viesse pra cima dele toda as vezes.

— Você gostou da aula de hoje, né? Vamos aprender um pouco mais.

Ele se aproximou com uma expressão feroz, fazendo com que o fantasma recuasse alguns passos.

— Nã-não se aproxime!

Mas Kang-jun ignorou aquelas palavras e continuou se movimentando para frente. Em seguida, o fantasma correu para quarto 413.

Kang-Jun imediatamente tentou abrir a porta do quarto 413. No entanto, a porta não se abriu facilmente. A maçaneta da porta não virava, como se alguém estivesse segurando ela do outro lado. É claro, essa pessoa era o fantasma. E nem precisava ser tão óbvio…

— Não entre. Por favor! É um pedido. — O fantasma disse com uma voz digna de pena. Não parecia mais uma lamentação mas sim a voz normal de uma mulher.

Clamando por misericórdia?

Porém, Kang-jun não seria parado por uma coisa dessas.

*Baam*

Kang-jun socou a porta e disse friamente.

— Eu estou pedindo com educação para você abrir a porta, bem de querida.

Em seguida, a força que segurava a maçaneta desapareceu. Kang-jun abriu a porta.

— Por favor, não entre! — O fantasma implorou, mas Kang-jun ignorou e entrou no quarto.

Em vez das roupas pretas e cabelo selvagem, o fantasma estava usando um vestido branco e os cabelos estavam lisos. Ela estava olhando para Kang-jun, com uma expressão inquieta. A mulher era muito bonita. Não, ela não era só bonita, mas maravilhosa. Porém, ainda era um fantasma. Kang-jun estendeu a mão e agarrou a gola do fantasma.

— O que você é?

— Ha… Hayun.

O fantasma amedrontado olhou nos olhos de Kang-jun antes de responder.

— Hayun?

— Hayun é o meu nome.

O nome dela. O nome de um fantasma? Parecia natural. Ela teria tido um nome quando estava viva.

De qualquer forma, isso não era importante agora.

*Kung!*

Kang-jun empurrou-a contra a parede sem delicadeza.

— Por que eu iria perguntar o seu nome? Estou perguntando o que você é!

— Você já sabe isso. Você sabe o que eu sou. — Hayun respondeu debilmente.

É claro que ele sabia. No entanto, Kang-jun não podia deixar de pensar se Hayun era realmente um fantasma. Especialmente um fantasma virgem.

— Você é realmente um fantasma imaculado?

Hayun olhou para Kang-jun.

— Eu realmente preciso responder?

— Claro! Fale! Você é realmente um fantasma imaculado?

Ela estava receosa por um momento antes de abrir a boca com um suspiro.

— Sim. Eu sou um fantasma. Mas eu não sou virgem. Isso é um problema?

Kang-jun ficou perdido em pensamentos por um momento.

Então ela é um fantasma, mas não é virgem?

Quase isso. Kang-jun tinha receio de que Hayun tivesse entendido de forma errada. Ela parecia achar que ele teria mais compaixão por ela se ela fosse virgem, mas não era bem isso. Ele estava simplesmente perguntando se ela era um fantasma imaculado. Segundo a lenda, o fantasma mais aterrorizante para se ser assombrado por, era o fantasma imaculado. Para Kang-jun, o significado da expressão imaculado simplesmente queria dizer uma mulher que não havia se casado.

Mas Hayun parecia não ter entendido direito. O rosto de Kang-jun começou a corar. Ele não esperava uma resposta tão honesta. Ele ainda não estava curioso quanto a uma coisa dessas com relação a um ser fantasmagórico. Kang-jun olhou para ela com uma expressão estranha.

— De qualquer forma, estou certo de que você é um fantasma.

— Sim.

Hayun obedientemente assentiu. Kang-jun fez uma careta e disse:

— Se você está morta, por que você não fez a passagem, em vez de assustar as pessoas neste quarto?

— Esta é a minha cama. Eu não quero mais ninguém neste quarto.

— Como assim?

Kang-jun não conseguia entender por que a já falecida Hayun estava tão apegada ao quarto 413.

— Por que você está aqui? Você morreu neste quarto?

Hayun assentiu enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto dela.

— Você vai ouvir a minha história?

— Deixe este quarto agora. E não chegue perto de mim novamente.

— Estou implorando. Por favor, não me chute pra fora. Vou ficar quietinha. Se você ouvir a minha história…

— Por que eu deveria ouvir o que quer falar? Eu não sou nada curioso! Só vaza!

Qualquer pessoa assistindo a cena pensaria que Kang-jun era o dono do imóvel chutando sua pobre inquilina para a rua.

— Eu não posso. Eu nunca vou sair.

— Você quer apanhar? Ou vai sair de boa?

Kang-jun ergueu os punhos, se preparado para bater em Hayun. Ela, por sua vez, só fechou os olhos.

— Me bata. Eu vou ficar bem. Me bata, mas deixe eu ficar aqui.

Ele poderia simplesmente espancar ela até ela sair. Mas como ele poderia bater em alguém que nem sequer oporia resistência? Se ele fizesse aquilo se sentiria repugnante.

— Então eu vou fazer você sair.

Kang-jun levantou Hayun e se preparou para jogá-la porta afora. Hayun apressadamente exclamou:

— Eu assusto as pessoas, mas eu nunca realmente machuquei elas.

— Papo furado! Então por que você tentou me matar na noite passada?

— Você me ameaçou primeiro. Eu nunca realmente tive a intenção de matar você.

Kang-jun tinha usado o ataque de magia negra primeiro.

— E fora isso, por que é que você resolveu falar comigo agora?

— Se eu deixar este quarto, eu vou gradualmente perder as minhas memórias e me tornar um espírito maligno. Eu não quero ferir as pessoas. Por favor, não me bote pra fora. Por favor!

Na dúvida, era melhor ele acreditar naquilo.

Droga… isso ficou tão complicado.

Kang-jun colocado Hayun de volta no chão.

— Então você tem que ficar neste quarto para sempre?

— Eu não posso sair antes que a minha questão seja resolvida.

— Questão? De que diabos você tá falando?

Hayun olhou para Kang-jun com expectativa.

— Então você vai resolver a minha questão?

— Eu não disse isso. Mas vou ouvir a sua situação.

Kang-jun se sentou na cama. Aquilo tudo aconteceu tão de repente. Ele agora tinha que ouvir a história de um fantasma. No entanto, ele não poderia simplesmente expulsar Hayun se isso fizesse com que ela se transformasse em um espírito maligno que causasse dano a outrem.

— Desembucha. Qual é o seu problema?

Vermillion
Domina Inglês e Português. Spymaster nas horas vagas.
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