RdI – Capítulo 0 – 3Lobos

RdI – Capítulo 0

Prólogo

Os seres divinos são divididos entre dois tipos. Em muitas culturas, estes seres eram constantemente apresentados como opostos, como luz e trevas, como anjos e demônios, seres superiores cuja existência era baseada em pura energia senciente. Para os reinos inferiores e os planos mortais, os seres divinos eram simplesmente criaturas etéreas e impossíveis.

Eles tinham o poder de controlar a Teia do Universo, por onde os infinitos mundos se conectavam uns aos outros. Como água e óleo, gelo e fogo, divinos de natureza oposta não se misturavam. Ao se encontrarem, o desentendimento desencadeava brigas, e as brigas desencadeavam mortes, bem como uma terrível verdade: os seres divinos se tornavam mortais quando entravam nos reinos inferiores.

Ofensas irreconciliáveis foram forjadas.

Guerra. A Guerra Eterna

Batalhas se espalharam por toda a Existência deixando as duas raças à beira da própria destruição. Antes que fosse tarde demais, um tratado de paz foi assinado proibindo viagens interdimensionais dos divinos aos planos mortais. Ambos deveriam retornar ao próprios reinos e permanecerem lá para todo o sempre.

A regra era simples: nenhum divino teria liberdade de ir e vir para outro reino. A desobediência resultaria em banimento eterno dos reinos divinos e, consequentemente, na perda da imortalidade. Se algum divino fosse contra essa regra, o resultado não poderia ser outro senão o ressurgir da guerra.

Porém, mesmo perdendo a imortalidade, um ser divino ainda é um ser divino. Quando seus tempos de vida acabam nos mundos mortais e as divinas senciências se dissipam, suas centelhas divinas não deixariam de existir, mas sim, impregnando nos reinos inferiores e se tornando objetos de poder entre mortais que separariam os fortes dos fracos.

Azure Poison
Eu não sou louco. Apenas a minha realidade que é diferente da sua.
FONTE
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