Arifureta – Volume 1 – Capítulo 1 (Parte 13 de 17) – 3Lobos

Arifureta – Volume 1 – Capítulo 1 (Parte 13 de 17)

Capítulo 1: Invocado a Outro Mundo com uma Classe Comum (Parte 13 de 17)

 

Toda a aparência de formação se desfez quando todos correram para a escada, se esforçando ao máximo para escapar. O cavaleiro solitário que ficou no grupo, o Alan, tentou acalmar a todos, mas estavam todos assustados demais para ouvir.

Em meio ao pânico, alguém empurrou uma das alunas por trás, e ela caiu à frente. Ela gemeu de dor e olhou para cima, só para ver um Soldado Traum brandindo a espada bem na sua frente.

— Ah! — No mesmo momento que ela soltou um suspiro, o soldado brandiu a espada em direção à cabeça dela.

Eu vou morrer, ela pensou, quando o chão aos pés do Soldado Traum subitamente ascendeu.

Ele perdeu o equilíbrio, então o golpe passou longe, atingindo o chão com um tinido. A protuberância no chão então se expandiu em frente, pegando alguns Soldado Traum com isso, e os levou até à beira da ponte, onde depois os virou para o abismo.

Cerca de dois metros da beira da ponte estava o Hajime agachado, arfando bastante. Ele tinha transmutado várias partes do solo em rápida sucessão, arrastando os soldados para a morte em um escorregador terroso. Sua capacidade de transmutação tinha aumentado rapidamente, e antes que ele se desse conta, já tinha sido capaz de transmutar em rápida sucessão. A área total que ele podia transmutar tinha aumentado também.

Todavia, ele ainda só podia transmutar a uma curta distância de onde ele estava tocando, então o Hajime tremeu de medo quando ele se agachou no alcance das espadas dos Soldados Traum.

Ele colocou uma pílula de mana em sua boca e correu até a estudante caída, agarrando ela com suas mãos enluvadas e a puxando para cima. Ela silenciosamente se deixou puxar, ainda em estado de choque, então o Hajime sorriu tranquilizadoramente para ela.

— Vamos, temos que nos apressar. Não se preocupe, desde que nos mantenhamos calmos, essas pilhas de ossos não são nada. Afinal de contas, todos exceto eu são apelões pra cacete. — O Hajime bateu confiantemente nas costas dela, e ela olhou para ele por um segundo antes de dizer “Sim! Obrigada!” alegremente, e correr.

O Hajime continuou criando armadilhas de queda e saliências para imobilizar e desequilibrar os Soldados Traum, enquanto ficava de olho ao seu redor. Todos ainda estavam em pânico, brandindo suas armas loucamente e disparando seus feitiços aleatoriamente. Se isso continuasse, seria possível alguém poder morrer. O Alan se esforçou para reorganizar os alunos, mas não estava dando certo. E, enquanto isso, mais soldados continuavam surgindo para fora dos círculos mágicos.

— Tenho que fazer alguma coisa… O que todos precisam agora é de um líder… alguém com força suficiente para abrir caminho para nós… Amanogawa-kun! — O Hajime correu em direção ao Kouki e o Beemote.

O Beemote ainda estava dando cabeçadas na barreira repetidas vezes. Uma imensa onda de choque acompanhava cada investida, e a ponte de pedra começou a ranger ominosamente após seus assaltos repetidos. Rachaduras estavam se formando ao longo da barreira, e era só uma questão de tempo até que ela se despedaçasse. O Meld estava acrescentando seus encantamentos à barreira também, mas não parecia que iria durar muito.

— Ugh, maldito! Isso não vai aguentar muito tempo! Kouki, precisa se retirar! Os restantes também!

— Eu me recuso! Não posso deixar vocês para trás! Todos vamos sair juntos!

— Kuh, agora não é hora para exibir seu ego… — O Capitão Meld fez uma careta quando essas palavras deixaram sua boca.

Em tal lugar estreito, seria difícil de esquivar da investida do Beemote. Por isso o melhor a fazer era correr enquanto a barreira ainda estivesse de pé. Contudo, os cavaleiros só perceberam esse fato porque eles eram veteranos de numerosas batalhas. Quanto aos alunos, ainda era uma ordem difícil de engolir.

Infelizmente, porém, o Meld tinha tentado explicar a situação ao Kouki, que absolutamente não podia aceitar a ideia de “abandonar” alguém. Além disso, para piorar as coisas, ele ainda pensava poder fazer frente ao Beemote. O brilho nos seus olhos mostrava claramente que ele queria lutar.

O Capitão Meld percebeu que era o excesso de confiança de alguém que ainda era muito ingênuo. Se verificou que elogiar o Kouki e os outros pelas suas habilidades os fizeram se sentirem confiantes demais, e o tiro saiu pela culatra.

— Kouki! Você tem que ouvir o capitão e recuar! — A Shizuku tinha compreendido a situação, então ela agarrou o braço do Kouki, o instando a se retirar.

— É, essa não é a primeira vez que nós temos de aturar as suas palhaçadas estúpidas, Kouki. Estou com você até o fim!

— Ryutarou… Obrigado. — No entanto, as palavras do Ryutarou solidificaram a determinação do Kouki. A Shizuku estalou a língua impacientemente com essa conversação.

— Você está deixando a situação subir a sua cabeça, estúpido!

— Shizuku-chan… — A Kaori olhou preocupada para a irritada Shizuku. Foi então que um certo rapaz correu à frente do Kouki.

— Amanogawa-kun! — O Hajime gritou.

— N-Nagumo!?

— Nagumo-kun!?

— Você precisa recuar! Você tem que voltar para onde todos estão! Eles precisam de você! Agora! — O Hajime gritou furiosamente para o grupo surpreendido.

— O que quer dizer? E mais importante, por que você está aqui!? Você não devia estar aqui! Saia desse lugar para nós, Nagumo, e…

— Isso não é hora para dizer isso! — O Hajime interrompeu o Kouki, que estava insinuando que o Hajime seria inútil e deveria se retirar, e gritou com uma veemência que ele nunca tinha expressado antes. O Kouki se tencionou inconscientemente. Ele não esperava que o cara que era geralmente tão calmo e maduro, aquele que geralmente esquecia tudo com um sorriso, gritasse furiosamente.

— Você não vê o que está acontecendo atrás de você!? Todos estão em pânico porque seu líder não está com eles! — O Hajime agarrou o Kouki pelo colarinho e apontou atrás dele.

O Kouki viu seus colegas assustados lentamente serem cercados pelos Soldados Traum. Todos os seus treinamentos tinham ido por água abaixo e os alunos estavam todos lutando selvaticamente. Devido aos seus estilos de luta ineficiente, a onda constante de reforços tinha os impedidos de atravessar. Suas estatísticas excepcionais tinham os protegidos até agora, mas era apenas uma questão de tempo até alguém morrer.

— Eles precisam de alguém que tenha a força para arrebentar tudo isso em um único ataque! Eles precisam de alguém que possa mandar seus medos embora! E o único que pode fazer isso é você, Amanogawa-kun! Você é o líder deles, então deixe de estar tão concentrado com o que está à sua frente! Veja o que está atrás de você pelo menos uma vez! — Atordoado, o Kouki olhou para seus colegas em pânico e gritando, depois de volta ao Hajime, que estava balançando a cabeça ferozmente, e assentiu.

— Sim, estou vendo agora. Estamos nos retirando! Meld-san, sinto muito…

— Se abaixem! — O Kouki se virou para o Capitão Meld, planejando dizer “Sinto muito por recuar sem você,” mas naquele momento o Capitão Meld gritou um aviso quando a barreira finalmente se despedaçou.

Uma onda de choque enorme se dirigia em direção ao Hajime e os outros. O Hajime instantaneamente transmutou o chão para fazer uma parede de pedra, mas a onda de choque a destruiu com facilidade, enviando todos voando. Sua parede tinha conseguido diminuir a força um pouco… mas depois o Beemote soltou um rugido enorme e a poeira se assentou, apenas para revelar o Capitão Meld e os outros três cavaleiros caídos no chão, gemendo de dor. A onda de choque tinha os privado da sua capacidade de se mover.

O Kouki e os outros também tinham caído, mas eles foram capazes de rapidamente se levantar. Dado que eles tinham estado por detrás da parede do Hajime e dos cavaleiros, eles não tinham levado tanto dano.

— Gah… Ryutarou, Shizuku, conseguem nos ganhar algum tempo? — O Kouki perguntou. Parecia que os dois estavam com dores, mas ainda assim avançaram. Uma vez que os cavaleiros tinham sido derrotados, eles tinham que fazer algo quanto ao Beemote por si mesmos.

— Não é como se tivéssemos uma maldita opção aqui!

— …Vamos dar um jeito de alguma forma. — Os dois investiram ao Beemote depois de proferirem essas respostas.

— Kaori, você precisa curar o Meld-san e os outros!

— Entendido! — Com o comando do Kouki, a Kaori correu até os cavaleiros.

O Hajime já estava ajoelhado ao lado deles. Ele criou outra barreira de pedra para impedir os efeitos da luta de chegarem até eles. Ele duvidava se iria ser de muita utilidade devido o decorrer das coisas, mas concluiu que era melhor do que nada.

Enquanto isso, o Kouki começou a entoar o feitiço mais forte que sabia.

— Ó Espirito Santo! Traga ruína para tudo o que é mau com vossa luz divina! Pelo sopro de Deus, que essas nuvens das trevas sejam completamente varridas, e o mundo banhado em santidade! Pela misericórdia de Deus, que esse ataque redima os pecados do homem! Ira Divina!

Auroras de luz saíram da espada sagrada. A habilidade que o Kouki tinha usado era da mesma categoria que o Raio Celestial que tinha usado anteriormente, mas essa era muito mais poderosa. A ponte rangeu ominosamente quando os raios de luz abriram sulcos através da pedra enquanto avançava em direção ao Beemote.


KakaSplatT
Técnico em eletromecânica e tradutor quando possível…
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